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Buscar qualidade de vida é prioridade em cuidados paliativos e o uso de cannabis medicinal em cuidados paliativos representa uma abordagem inovadora para pacientes que enfrentam doenças graves, crônicas ou terminais.

Evidências científicas apontam que a cannabis medicinal pode atuar como tratamento adjuvante, promovendo alívio de dores, controle de sintomas e conforto, sempre com acompanhamento médico e foco no bem-estar do paciente.¹ Descubra mais abaixo!

O que são os cuidados paliativos e por que priorizar a qualidade de vida?

Os cuidados paliativos são uma abordagem de assistência integral, centrada em pacientes com doenças graves e sem perspectiva de cura. A atuação da equipe interdisciplinar — formada por médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas e assistentes sociais — garante atendimento ajustado às necessidades individuais. O respeito à autonomia e à dignidade do paciente orienta todas as decisões, desde o controle da dor até a escuta ativa sobre desejos e valores.

O uso de terapias complementares, como a cannabis medicinal, pode ampliar as possibilidades de tratamento e contribuir para o conforto e a autonomia.

Sistema endocanabinoide e sua relação com sintomas paliativos

O sistema endocanabinoide (SEC) é um conjunto de receptores, enzimas e substâncias endógenas presentes em todo o corpo humano. O SEC é naturalmente ativado por endocanabinoides produzidos pelo organismo; contudo, também pode ser estimulado por fitocanabinoides da cannabis, como THC e CBD.

Em pacientes em cuidados paliativos, sintomas de difícil controle desafiam frequentemente os tratamentos convencionais. Os canabinoides interagem com receptores do SEC, modulando a intensidade de sintomas como dor, náusea, ansiedade e distúrbios do sono.

O entendimento do SEC é fundamental para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas personalizadas, beneficiando pacientes que buscam alternativas seguras e baseadas em evidências científicas para o alívio do sofrimento.

Como a cannabis pode ajudar casos resistentes e neuropáticos?

A dor crônica e neuropática desafia os cuidados paliativos, sobretudo quando não responde bem a analgésicos convencionais. O uso de medicamentos a base de cannabis em cuidados paliativos tem se mostrado eficaz nesses casos, graças à ação do THC e do CBD em receptores do sistema nervoso central e periférico. ²

A combinação de cannabis com opioides — conhecida como efeito poupador — permite reduzir doses desses medicamentos, minimizando efeitos adversos como constipação, sonolência e dependência. Dessa forma, o paciente pode se beneficiar de um controle mais seguro e eficiente da dor, com menor risco de complicações. Isso impacta diretamente a qualidade de vida, ampliando as opções terapêuticas e promovendo maior autonomia.

Pacientes relatam melhora significativa na funcionalidade, disposição e bem-estar geral após a inclusão da cannabis no manejo da dor. Esse benefício impacta diretamente a qualidade de vida, ampliando as opções terapêuticas e promovendo maior autonomia.

Controle de náuseas e vômitos com canabinoides nos cuidados paliativos

Náuseas e vômitos são sintomas recorrentes em pacientes submetidos a quimioterapia, radioterapia ou uso de medicamentos agressivos. O THC, principal composto psicoativo da cannabis, apresenta eficácia comprovada no controle desses sintomas, especialmente quando refratários a terapias tradicionais. ³

Estudos apontam que o uso de canabinoides resulta em significativa melhora da sintomatologia gastrointestinal, proporcionando mais conforto, prevenindo desnutrição e reduzindo a necessidade de internações. O uso adequado favorece a manutenção da alimentação, aspecto crucial para a recuperação e o fortalecimento do paciente.

A prescrição da cannabis para esse fim é respaldada por protocolos internacionais e deve ser sempre acompanhada por equipe médica, visando segurança e individualização do tratamento.

Como a cannabis auxilia no estímulo do apetite e combate à caquexia

O uso regular de cannabis, sob orientação médica, pode reverter ou atenuar quadros de caquexia, melhorando o consumo calórico, o paladar e o estado nutricional. A integração entre suporte nutricional e tratamento adjuvante com cannabis é fundamental para preservar a qualidade de vida e favorecer a participação do paciente em atividades familiares e sociais.

Efeitos sobre ansiedade, humor e sono: melhorias psicossociais do CBD

Ansiedade, depressão e distúrbios do sono são frequentes em pacientes em cuidados paliativos, agravando o sofrimento físico e emocional. O CBD, canabinoide não psicoativo da cannabis, possui propriedades ansiolíticas, antidepressivas e reguladoras do sono, tornando-se ferramenta valiosa no manejo psicossocial.

O CBD atua no sistema nervoso central, promovendo relaxamento, alívio do estresse e facilidade para adormecer após o início do tratamento com cannabis. O benefício é percebido tanto no âmbito individual quanto familiar, fortalecendo laços e tornando o cotidiano mais leve.

O manejo integrado desses sintomas amplia o alcance dos cuidados paliativos, tornando o processo de adoecimento menos desgastante e mais acolhedor.

Benefícios do uso integrado da cannabis medicinal na redução de opioides

O uso prolongado de opioides, como a morfina, pode causar efeitos adversos significativos, incluindo constipação, sonolência, confusão mental e risco de dependência. A cannabis medicinal, ao ser integrada ao protocolo de manejo da dor, permite reduzir as doses necessárias de opioides, mantendo a eficácia analgésica.

Esse efeito poupador proporciona mais segurança, menos efeitos colaterais graves e maior clareza mental. A estratégia é especialmente recomendada para pacientes frágeis ou com múltiplas comorbidades, que necessitam de abordagens personalizadas e menos agressivas.

A redução de opioides deve ser sempre supervisionada por equipe médica multidisciplinar, garantindo equilíbrio entre alívio da dor e segurança do paciente.

Importância da individualização da dose e monitoramento médico

A prescrição da cannabis medicinal em cuidados paliativos exige acompanhamento rigoroso e individualização da dose. O processo de titulação lenta, começando com doses baixas e ajustando conforme resposta, é fundamental para maximizar benefícios e minimizar riscos.

O monitoramento constante inclui avaliações periódicas dos sintomas, possíveis interações medicamentosas e adaptações do plano terapêutico conforme as necessidades do paciente. O suporte multiprofissional assegura abordagem segura, ética e respeitosa.

A individualização do tratamento é indispensável para garantir eficácia, evitar efeitos adversos e adaptar o cuidado às particularidades de cada caso, sempre priorizando o diálogo aberto com paciente e familiares.

Riscos e efeitos adversos: conheça os possíveis efeitos colaterais

A cannabis medicinal apresenta perfil de segurança favorável quando usada sob prescrição, mas alguns efeitos colaterais podem ocorrer, como tontura, sonolência, boca seca e alterações no apetite. Eventuais interações medicamentosas exigem atenção e, por isso, acompanhamento contínuo é fundamental.

Efeitos graves são raros, especialmente com monitoramento multidisciplinar. É essencial que pacientes e familiares comuniquem qualquer sinal incomum à equipe de saúde, permitindo ajustes rápidos e seguros.

Importância do suporte e acolhimento de uma equipe multidisciplinar

O sucesso do uso de cannabis em cuidados paliativos depende do trabalho integrado de uma equipe multidisciplinar. Médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas e assistentes sociais colaboram para garantir assistência completa, suporte emocional e bem-estar ampliado.

O suporte clínico vai além da prescrição: envolve escuta ativa, acolhimento, orientação clara e construção de vínculo de confiança entre paciente, familiares e profissionais. Esse cuidado integral é fundamental para o manejo adequado dos sintomas, individualização do tratamento e promoção da qualidade de vida.

A utilização da cannabis medicinal em cuidados paliativos representa abordagem respaldada por ciência, segurança e ética. Para pacientes e familiares, significa alternativa concreta para o alívio do sofrimento, promoção do conforto e valorização da dignidade em todas as etapas do tratamento.

Busque sempre orientação especializada de um médico e confie no suporte de profissionais preparados para oferecer o melhor cuidado possível!

Referências:

  1. WHITING, P. F. et al. Cannabinoids for medical use: a systematic review and meta-analysis. JAMA, v. 313, n. 24, p. 2456–2473, 2015. Acesso em: 18 set. 2025.
  2. STOCKINGS, E. et al. Cannabis and cannabinoids for the treatment of people with chronic noncancer pain conditions: a systematic review and meta-analysis of controlled and observational studies. Pain, v. 159, n. 10, p. 1932–1954, 2018. Acesso em: 18 set. 2025.
  3. GRIMISON, P. et al. Medical use of cannabinoids in cancer patients: a systematic review and meta-analysis. The Lancet Oncology, v. 23, n. 7, p. 912–924, 2022. Acesso em: 18 set. 2025.
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