Confia nosso glossário com uma relação de termos relacionados a Cannabis.
Glossário Cannabis
Canabinoides são moléculas que interagem diretamente com o sistema endocanabinoide do organismo. Podem ser classificados em:
Fitocanabinoides: presentes naturalmente na planta cannabis, como THC e CBD;
Endocanabinoides: produzidos pelo próprio corpo, como anandamida e 2-AG;
Canabinoides sintéticos: desenvolvidos em laboratório, utilizados em aplicações específicas.
Essas moléculas desempenham funções essenciais na regulação do sono, do apetite, da dor, do humor e da resposta imunológica. O conhecimento sobre os diferentes tipos de canabinoides é fundamental para entender os efeitos terapêuticos variados dos produtos de cannabis medicinal e guiar escolhas clínicas mais seguras.
Cannabis medicinal é o termo utilizado para definir o uso científico e terapêutico da planta cannabis no tratamento de doenças e sintomas diversos. Diferentemente do uso recreativo, a abordagem medicinal está fundamentada em evidências clínicas, protocolos científicos e regulamentação rigorosa por órgãos de saúde, como a Anvisa no Brasil. Isso garante que as terapias sejam seguras, padronizadas e alinhadas às necessidades dos pacientes.
O objetivo central dessa prática é proporcionar alívio dos sintomas, melhora da qualidade de vida e bem-estar, sempre sob acompanhamento de profissionais qualificados. Os produtos utilizados na medicina canábica são submetidos a testes rigorosos que avaliam a concentração de compostos ativos, a pureza e a ausência de contaminantes.
Cannabis sativa é uma das espécies mais conhecidas da planta cannabis e possui grande relevância na medicina por sua diversidade de compostos ativos. Originária da Ásia Central, adaptou-se a diferentes regiões do mundo e é reconhecida por seu porte alto, folhas finas e longas.
Outras espécies utilizadas são Cannabis indica, que apresenta porte mais baixo e folhas largas, e Cannabis ruderalis, menos comum nos tratamentos medicinais, mas importante em cruzamentos genéticos para obtenção de novas variedades.
A importância da Cannabis sativa está na abundância de fitocanabinoides e terpenos, componentes que desempenham papel fundamental no tratamento de diferentes condições clínicas. A escolha da espécie influencia o perfil terapêutico do produto medicinal, determinando o equilíbrio entre compostos como THC, CBD e outros canabinoides.
O CBD, ou canabidiol, é um dos compostos mais estudados da cannabis e não possui efeito psicoativo. Sua ampla aplicação clínica inclui distúrbios neurológicos, epilepsia de difícil controle, transtornos de ansiedade, depressão, inflamações crônicas e doenças autoimunes. O CBD se diferencia do THC por não alterar o estado mental do paciente e apresentar um perfil de segurança elevado, sendo bem tolerado mesmo em tratamentos prolongados.
Os benefícios do CBD envolvem propriedades neuroprotetoras, ansiolíticas, anticonvulsivantes e anti-inflamatórias. Isso o torna uma escolha preferencial para pacientes que buscam tratamentos sem efeitos psicoativos, inclusive crianças e idosos.
O acompanhamento médico garante que o produto, a concentração e a dosagem sejam adequados às necessidades do paciente, otimizando resultados clínicos.
O efeito entourage descreve a sinergia entre diferentes compostos da cannabis, como canabinoides e terpenos, que atuam em conjunto para potencializar os benefícios terapêuticos dos produtos medicinais.
Essa abordagem integrativa é utilizada por profissionais especializados para personalizar tratamentos e otimizar resultados, respeitando o perfil individual de cada paciente. Entender o efeito entourage é essencial para quem busca terapias mais avançadas e integradas.
Ao conhecer os principais termos da medicina canábica, pacientes e familiares se sentem mais preparados para tomar decisões informadas, dialogar com profissionais e trilhar um caminho mais seguro em busca de qualidade de vida. Valorize sempre informações confiáveis e o acompanhamento especializado: sua saúde é prioridade.
Agora que você já conhece os principais termos da medicina canábica, leia o conteúdo sobre as principais doenças tratáveis com CBD e descubra se faz sentido incluir essa alternativa na sua rotina!
Extratos de cannabis são preparações concentradas obtidas a partir das flores e folhas da planta. Eles podem ser apresentados em diversas formas, como:
Óleos: administrados via oral ou sublingual;
Tinturas: soluções alcoólicas, de absorção rápida;
Cápsulas: facilitam a dosagem exata e o uso diário.
Esses extratos passam por processos de padronização e controle de qualidade para garantir concentração adequada de compostos ativos e ausência de contaminantes. A escolha do tipo de extrato depende das necessidades clínicas, preferências do paciente e recomendações do profissional de saúde. O uso correto exige orientação médica e acompanhamento contínuo.
O sistema endocanabinoide é composto por receptores celulares (CB1 e CB2), substâncias endógenas e enzimas envolvidas na regulação do equilíbrio fisiológico do corpo. Esse sistema distribui-se por diversos órgãos, incluindo o cérebro, o sistema imunológico e tecidos periféricos.
Sua principal função é modular processos como inflamação, percepção da dor, resposta ao estresse, memória e sono. A descoberta do sistema endocanabinoide permitiu avanços importantes na compreensão do mecanismo de ação dos medicamentos à base de cannabis, possibilitando o desenvolvimento de tratamentos personalizados, ajustados à fisiologia de cada paciente.
Terpenos são compostos naturais encontrados na cannabis que conferem aroma e sabor característicos às diferentes variedades. Eles não só influenciam o perfil sensorial do produto, mas também podem potencializar efeitos terapêuticos quando atuam em conjunto com os canabinoides.
Exemplos comuns de terpenos:
Mirceno: relacionado a efeitos sedativos e relaxantes;
Linalol: associado ao alívio da ansiedade;
Pineno: pode promover sensação de alerta e foco;
Limoneno: frequentemente ligado à melhora do humor.
THC, ou tetrahidrocanabinol, é o principal canabinoide psicoativo presente na cannabis. Na medicina canábica, o THC é reconhecido por seu impacto positivo no alívio de sintomas como dores crônicas, náuseas e vômitos associados a tratamentos oncológicos, perda de apetite e espasticidade em doenças neurológicas, como esclerose múltipla.
O uso de THC em tratamentos é sempre feito sob prescrição e controle rigoroso de profissionais da saúde. Suas propriedades terapêuticas derivam da interação com receptores do sistema endocanabinoide, modulando funções fisiológicas de forma precisa.
Embora apresente efeitos psicoativos, a dosagem médica é cuidadosamente ajustada para proporcionar benefícios, minimizando riscos e efeitos indesejados. O acompanhamento profissional é imprescindível para garantir a segurança no uso do THC.
Os produtos à base de cannabis medicinal podem ser administrados por diferentes vias, cada uma com características de absorção e duração específicas:
Oral: ingestão de óleos ou cápsulas, com início de efeito mais gradual e duração prolongada;
Sublingual: aplicação sob a língua, permitindo absorção rápida e efeitos em poucos minutos;
Tópica: aplicação direta na pele, indicada para dores localizadas ou condições dermatológicas;
Administração por vapor: método prescrito para situações específicas, proporcionando ação imediata.
A escolha da via de administração deve considerar o quadro do paciente, tipo de produto e objetivo terapêutico, sempre sob supervisão de um profissional habilitado.